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Ariadne

Lumen

Tem que se mostrar tanto assim?

Tive o privilégio de ser convidada a participar da Mostra de Artes do Io Seminário Sexualidade e Diversidade, que acontece entre os dias 20 e 22 de abril próximos. Os quadros que enviei para serem expostos têm em comum a expressão de meus sentimentos em relação ao meu gênero, no momento em que os realizei. São obras fortes, marcantes, nem sempre “palatáveis”. Tanto quanto a transição que atravessei, e atravesso.
Ouço e leio muito a respeito da ansiedade, do resultado, da transformação que o processo de transição pode trazer. Sempre relacionados aos tratamentos médicos/cirúrgicos. Mas transicionar entre gêneros, a meu ver, tem a ver com o quanto a pessoa tem que lidar com as suas construções, sua formação como pessoa, sua maturidade, seu entendimento de si. Então, entendo eu, vem o processo de exteriorização desse eu. E, somente a partir desse ponto, a intervenção, eventual, é benvinda.
Eu mesma tenho as minhas ansiedades e medos. E sonhos. E desejos. Tod@s temos. Descobri que respei…

Golem

A expressão da diversidade

Apesar de sempre haver existido, as pessoas têm descoberto que, expressando sua individualidade, mostram-se diferentes uns dos outros e diferenças marcantes surgem, recaindo sobre o gênero e a sexualidade. Isso faz com que a expressão da diversidade seja uma importante faceta da sociedade atual.

Diferentemente do passado, hoje as pessoas procuram se conhecer, explorar, trocar experiências e passaram a criticar os rótulos impostos pela “normalidade”. Entender a demanda individual, explorar o seu significado, os sentimentos nutridos a respeito de si e a profundidade que cada consegue perceber é a base de meu trabalho. 
As pessoas que trazem questões relacionadas a gênero não necessariamente relacionam isso exclusivamente à temática “trans”. Falar de gênero e sexualidade também significa falar de separação, carreira, trabalho, filhos...
Deve-se constantemente rever os passos e as escolhas, reavaliar seu sentido, questionar se as mesmas seriam feitas no aqui/agora. A forma como cada pessoa p…

"É preciso deixar de ser uma pessoa cisgênera para entender uma pessoa trans?"

Comemorando o dia da Visibilidade Trans, depoimento que dei ao portal desha.com.br, sobre minha experiência em consultório como pessoa transgênera.

"É preciso deixar de ser uma pessoa CIS para entender uma pessoa trans?"

Essa pergunta me foi feita por uma aluna de pós-graduação, durante um colóquio do qual participei. Esta (e algumas outras perguntas feitas durante a palestra) colocaram em questão o que acredito ser a conduta correta dentro da clínica. 
O fato de me colocar, frente a meus clientes, como uma pessoa transgênera, traria em si alguma consequência? E, se trouxerem, seriam boas ou más para eles? Deveria eu contradizer meu discurso e crença na autenticidade como meio e meta de vida e atuar contra esses pilares? Atender a um "dress-code" que me inviabiliza e traz, como consequência, a sensação de que minha conduta se tornou hipócrita?
Tenho presenciado manifestações, tanto de apoio como de preconceito, referente a questão Trans, das questões LGBT, etc,  de…

Quem nos torna invisíveis? A Visibilidade Trans e seu propósito.

Falar da Visibilidade Trans não é só falar do quanto aparecemos, convivemos ou participamos do cotidiano do mundo, de sermos aceitas profissionalmente, artisticamente ou esteticamente. É, também... mas não só isso. O dia da Visibilidade Trans é um marco contra o preconceito, especialmente o que foi incutido nas pessoas trans a respeito delas próprias. É um momento para refletir sobre o direito de ser o que se é. E de poder expressar isso ao mundo.
Esse direito acontece, inicialmente, na representação que cada pessoa faz de si e como essa representação é recebida, entendida e correspondida pelas pessoas que recebem esta comunicação, na sociedade. Num post anterior, falei da passabilidade que a pessoa trans, especialmente a que inicia sua transição, almeja e persegue. Processo importante, mas também limitante, pois implica em parâmetros pelos quais a pessoa “pode” ou “deve” se expressar. Entender esse processo implica em se conhecer, se discutir e se aceitar, e ao mesmo tempo fazer isso …

Visibilidade Trans

Com este post procuro abrir caminho para a reflexão à respeito do Dia a Visibilidade Trans, ainda pensando nas manifestações de hostilidade à Judith Butler por aqui, ao número absurdo de mortes por transfobia que, impotentes, tivemos que assistir durante o ano que passou, sobre as ações coordenadas que fizeram a expressão "Ideologia de Gênero" ganhar destaque e, perplexas por uns instantes, vimos os direitos conquistados a duras penas quase sumirem sob nossos olhares...

Pesquiso a questão "Trans" a pelo menos oito anos, em busca de respostas a perguntas que, aprendi com o tempo, devem ser construídas pela vivência do que sou. Boa parte dessa pequisa resultou em achados curiosos, que ajudam a construir um panorama histórico do que hoje se chama TRANS, e que não conta boas referências históricas, já que em geral a história é contada pelos vencedores e, somente depois de muito esforço, o oprimido ganha voz.

Pensando nisso tudo, fui atrás de materiais antigos que corr…

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